Casamento · Maternidade

Como estão as nossas relações familiares?

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Nós, seres humano, ao nascermos somos atravessados por uma grande falta. Nosso primeiro elo de ligação com o mundo, esse ao qual esperamos preencher está em nossa família.

O ser humano necessita de relacionamentos contínuo com outras pessoas, fomos criados como seres gregários, ou seja, para vivermos em rebanho. Ninguém nasceu para viver isoladamente como numa ilha, exemplo disso vemos no filme “O Náufrago”, pois quando Chuck Noland se sentiu isolado e perdido literalmente naquela ilha, encontrou um meio de simbolizar através de um objeto, a bola, como sendo uma pessoa, e assim passou a se relacionar com ela, ou seja, relação é uma necessidade vital ao humano.

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E na família, como se dá ou como se tem dado essas relações? Quem é você no ambiente familiar? Como estão as relações em seu lar, entre sua família?

Temos que pensar que em qualquer relação, as diferenças entre as pessoas devem ser consideradas para que haja um bom relacionamento. Hoje em dia desistimos de nossas relações porque elas são difíceis, porque as pessoas são diferentes. Devemos levar em conta e reconhecer a influência da personalidade de cada membro da família no processo de comunicação e nas relações que constituem o sistema familiar.

É comum pais quererem “comparar” filhos, idealizá-los como se fossem um objeto, e assim também acontece entre os cônjuges e filhos em relação aos pais, querendo cada um “ter” o outro segundo a sua ótica, segundo os seus desejos e idealizações, quando isso não acontece, pois convenhamos é impossível, as pessoas tendem a se afastar uma das outras, cortando a comunicação (diálogo), quando ela existe, pois em muitas famílias ela nunca foi desenvolvida…e ai está o perigo, a falta de comunicação nas relações familiares geram afastamento e distanciamento.

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Para que haja um inter-relacionamento são necessários e imprescindíveis dois elementos – o EU e OUTRO, e esses dois elementos sempre existiram e vão existir no sistema familiar, o que está ocorrendo em muitas famílias é que esse EU e esse OUTRO nem sempre estão disponíveis para compartilhar, ver, ouvir e falar, nesse momento acontecem as grandes crises e patologias no seio da família.

Ao longo da história, a família sofreu fortes influências políticas, econômicas, sociais e culturais, que provocaram mudanças nos papéis e nas relações no interior familiar, consequentemente alterando sua estrutura no que diz respeito a sua composição. Mas uma coisa não mudou, o ambiente familiar é, e sempre foi cercado por diferenças, mas ainda assim, é esse ambiente que nos faz pessoas melhores ou “piores” ao longo de nossa história.

Um dos conceitos de família, é que a família é a “unidade de pessoas em interação, valores, crenças, conhecimento e práticas, formando laços de interesse, solidariedade reciprocidade, com especificidade e funcionamento próprios”. (SIMIONATO, Marlene). Mas será que as famílias realmente fazem jus a esse conceito?

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Pensando nisso percebemos o quanto o sofrimento psicológico tem adentrado aos contextos familiares, muitos são fruto do maltrato relacional, esse como fonte de psicopatologia. As relações tem sido afetas, maltratadas, temos sempre procurado culpados, estamos sempre apontando/identificando “O membro problema” na/da família.

Devemos ser co-responsáveis por tudo que acontece no núcleo familiar. Devemos estar atentos e não sermos ignorantes no que tange aos tipos de personalidade de cada membro de nossa família, e essa mesma personalidade, em definitiva, sã ou patológica, constrói-se em ralação, de acordo com um processo que dura toda a vida, desde a concepção até a morte. Precisamos entender que cada um tem sua importância no contexto familiar e essas diferenças permitem que as relações sejam saudáveis.

Enfim…vamos apreciar e entender mais sobre as causas e efeitos da boa relação familiar. Vamos sair do estado ESTOU para o estado SER, (disponível, atento, presente…) e garantir a sustentabilidade e felicidade de nossa família, afinal, só assim seremos de fato felizes!

 

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Por Maria Zélia Correia Santos

Psicóloga

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