Maternidade · Ser mulher

O Guarda das Fontes

Hoje eu quero evocar uma fábula misteriosa que traz muitas reflexões para todos nós (homens e mulheres). Essa estória não é minha, contudo vale “plagiar” pois não poderia ser mais contemporânea e reflexiva. A lenda de Peter Marshall, que era capelão do Senado nos EUA nos anos 40 e foi inicialmente escrita para afirmar a importância do papel da “mãe”, diz respeito a um famoso costume que temos que é de “elogiar os mortos”, reconhecer o valor daquilo que perdemos ao invés de valorizar e reter o que temos.

Seja no ambiente corporativo como no nosso ambiente familiar, parecer ser um costume humano o de apenas dar valor quando não se tem mais aquele ente, aquele amigo, aquele funcionário, aquela mãe, aquela esposa, etc. Além de nos levar a refletir sobre a necessária valorização do outro em tempo presente, nos leva a refletir sobre a importância de cumprir adequadamente nossa tarefa de “Guarda das Fontes”.

Once upon a time…

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“Era uma vez um certo povoado que cresceu no pé de uma cordilheira. A aldeia foi protegida pelas alturas dos montes, de modo que o vento que tremia as portas e arremessava punhados de granizo contra as janelas era um vento cuja fúria já foi gasta. Alto nas colinas, um misterioso e calmo morador da floresta tinha a incumbência de ser Guarda das Fontes. Ele patrulhava as colinas e onde quer que ele achasse uma fonte, ele limpava sua piscina barrenta de lodo, e tirava toda matéria estranha. Desta forma, a água que borbulhava da fonte corria para baixo limpa, fria e pura. A água pulava cintilante sobre pedras e derramava alegremente em cascatas de cristal até que, fortalecido por outros córregos, tornou-se um rio de vida para o movimentado povoado. As rodas de azenha giravam por sua força. Os jardins foram refrescados por suas águas. As fontes a jogavam como diamantes no ar. Os cisnes navegaram em sua superfície límpida, e crianças riam brincando nos seus bancos na luz do sol.

Mas o Conselho de Cidade era um grupo de homens de negócios, pães duros e práticos. Esquadrinharam o orçamento cívico e acharam o salário do Guarda das Fontes. Disse o Guarda da Bolsa: “Por que nós devemos pagar esse sujeito? Nós nunca o vemos; ele não é necessário à nossa vida de negócios no povoado. Se construirmos um reservatório perto da cidade, nós poderemos dispensar seus serviços e poupar seu salário”. Com isso, o Conselho de Cidade votou para dispensar o gasto desnecessário com um Guarda das Fontes, e construir um reservatório de cimento.

Então o Guarda das Fontes deixou de visitar as piscinas barrentas, mas observou das alturas enquanto construíram o reservatório. Quando foi terminado, logo encheu com água, mas a água não parecia ser a mesma. Não era mais limpa, e uma espuma verde logo contaminou sua superfície estagnada. Havia problemas constantes com a maquinaria delicada dos moinhos, frequentemente entupido com o lodo, e os cisnes acharam outro lar distante do povoado. Finalmente, uma epidemia se alastrou, e os dedos amarelos da doença alcançaram cada lar em cada rua e alameda.

O Conselho de Cidade se reuniu outra vez. Tristemente, encarou como a cidade estava em apuros, e francamente reconheceu o erro em demitir o Guarda das Fontes. Procuraram-no na sua barraca alta nas colinas, e imploraram-lhe que retornasse a seu abençoado trabalho. Felizmente, ele concordou e começou mais uma vez a fazer suas rondas. Não demorou até que água pura viesse cantarolando felizmente para baixo sob túneis de samambaias e musgos e a cintilar no reservatório limpo. As rodas de azenha rodaram como antigamente. Os odores desapareceram. A doença diminuiu, e crianças em recuperação da suas doenças se alegraram outra vez, porque os cisnes haviam voltado (…)

(…)Nunca houve um tempo quando havia uma necessidade maior para Guardas das Fontes. Se o lar fracassar, o país estará perdido. Se as Guardas das Fontes desertarem seus postos ou forem infiéis às suas responsabilidades, a perspectiva futura deste país é bastante sombria. Esta geração necessita de mães que sejam corajosas o suficiente para limpar as fontes que forem poluídas. Não é uma tarefa fácil – nem é popular, mas deve ser feito por causa das crianças, e as mulheres devem fazê-lo.”

Com certeza Peter Marshall não precisa de interpretação. Nada na vida é pra sempre. Que hoje você pode refletir sobre isso e que não precise perder para dar valor ao que tem, mas que dê valor para nunca precisar perder. Lembre-se que os rios só estão limpinhos porque existe “um guarda das fontes” limpando as nascentes.

#Fica a dica

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http://sobresersupermulher.com

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Um comentário em “O Guarda das Fontes

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