Ser mulher

Você sofre a síndrome de “Casas Bahia”?

Parece ser uma verdade universal a de que cabe às mulheres darem sempre 150% de sí. Eu não sou de mimmimi, mas tenho percebido que essa síndrome de Casas Bahia (“dedicação total a você”) tem atolado muitas de nós.

Sem drama, não estamos falando de chorar as lágrimas de uma vida atolada em cobranças e compromissos. Qual de nós nunca teve aquela sensação desconfortável ao perceber que está dedicada demais aos outros e esquecendo-se de si mesma? Ou que cabe tempo para absolutamente tudo menos para você? Aquela sensação de que você precisa de férias de ser você mesma, de que já está cansada demais pra continuar?

Se você é uma mulher, duvido que você não tenha pensado isso em algum momento da sua vida.  Não estou falando daquele estereótipo da mulher maltrapilha e mal cuidada, escrava do lar, descabelada e mal depilada (rs). A síndrome de Casas Bahia se instala de forma discreta, mas não menos nociva.

Sem perceber, dando conta de tudo, dando 150% de sí, de repente, você percebe que vive em função dos outros. De repente você percebe que não tem gostos, não tem desejos, não tem espaço para você na sua própria vida.

É quase que normal já que, no final as contas, somos seres humanos, cheias de limitações, cheias de imperfeições e cheias de sonhos e por isso, não será possível aquela realização plena que vemos em algumas mulheres de novela ou das propagandas de absorventes sabe (aquelas mulheres que estão lindas e exalando o perfume da sedução até com TPM – me poupe viu!!!).

Até conseguimos ser mães, esposas, profissionais… o que não dá, é para achar que uma hora a balança não vai pesar.  O equilíbrio aqui é o segredo para se distanciar do modelo convencional de Amélia e do extremo da mulher que pensa mais em sí do que nos outros.

Se você vive a síndrome de Casas Bahia, precisa então parar por um instante e perceber que a balança pendeu para o lado oposto ao seu, será que você não está esquecendo que precisa do seu tempo, do seu espaço, do seu momento para conseguir a realização que tanto deseja? Não, não me venha com essa de que você está satisfeita com isso. Humanamente falando isso é impossível. Cuidar de sí (e não estou falando da sua aparência, mas de você por completo- corpo, alma e espírito) é uma necessidade que garantirá o equilíbrio psicológico que você precisa.

Talvez você ainda não tenha se dado conta de que vive nessa realidade… vamos fazer um pequeno teste (sem fundamentação teórica diga-se de passagem) para avaliar sua dedicação a você mesma:

Responda as perguntas abaixo com sinceridade:

  • 1.    Quando foi a última vez que você saiu sozinha para relaxar?
  • 2.    Quando foi a última vez que você cozinhou algo que estava com vontade de comer?
  • 3.    Quantas vezes no último mês você se olhou no espelho e disse: “Legal!?
  • 4.    Quando foi a última vez que você sentou na frente da televisão e escolheu o que queria assistir?
  • 5.    Quando foi a última vez que você se perdeu no silêncio dos seus pensamentos?
  • 6.    Quando dedicou seu tempo a ler um livro só por distração?
  • 7.    Quantas vezes na semana você tem aquela horinha só sua?
  • 8.    Com que frequência você tem o seu momento beleza?
  • 9.    Você faz o que gosta?
  • 10. O que você pensa sobre você mesma?????

Essas perguntas não são de nenhuma teoria de autoajuda. Talvez elas não sejam suficientes para uma reflexão completa de autoconhecimento, mas, se elas te levaram a pensar em quão distante você está de você mesma, então essa é a hora de mudar o jogo!

A força que você precisa não vem dos seus filhos, do seu marido, nem do seu papel na sociedade, seja ele ativo ou não. Eu não quero te inspirar a se rebelar (rs). Só quero te inspirar a pensar sobre o seu percentual de dedicação a cada papel que assume (e acho que da para dar 100% de você a tudo- aproveita e lê o post: https://sobresersupermulher.wordpress.com/2017/05/05/ser-multitarefas-significa-ter-super-poderes/.

Não deixe de dedicar-se também a você mesma!

#Ficaadica

Se você curtiu esse texto, não deixe de compartilhar e de nos seguir! 🙂 

 

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2 comentários em “Você sofre a síndrome de “Casas Bahia”?

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