reflexão

Da apatia a esperança…

Fico me perguntando se sou só eu, mas em alguns momentos eu me pego pensando “Tanto faz”, logo eu aciono o alerta já que, essa sensação de indiferença não traz nada de positivo na nossa vida, precisamos aprender que vivemos diferentes sensações em razão das diferentes emoções que nos compõe. Quando entendemos isso, é possível ver com alerta os momentos em que deixamos a apatia aparecer.

Ninguém é feliz ou infeliz todo o tempo. As emoções humanas são extremamente complexas, e precisamos aprender a lidar com isso com equilíbrio. Sem o trauma de achar que se sentir triste, decepcionado, cansado ou até apático te faz menos mulher, ou menos eficaz!

Outro dia, me preparando para um treinamento, eu escolhi um desenho que já tinha assistido algumas vezes e fazia sentido para a temática que eu iria trabalhar. Para quem não assistiu eu recomendo por sinal, o desenho “Divertida Mente”. A animação é embasada pelo estudo sobre emoções básicas e expressões faciais que existe e é defendida desde Darwin.

Eu não vou escrever sobre o desenho (embora fique aí como dica para quem quer refletir mais sobre isso e de quebra se divertir um pouquinho). Nem vou explicar as emoções e reflexões do mesmo, ao contrário das várias críticas que já li, eu não foquei em nenhuma emoção, mas na falta delas.

Basicamente, Divertida Mente é a história da garotinha Riley que tem dentro de seu cérebro várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, a Nojinho e a Tristeza. Uma confusão na sala de controle faz com que a Alegria (que é a chefona) e a Tristeza sejam expelidas para fora da central e é sobre esse momento que quero falar. O post de hoje tem por objetivo nos levar a uma breve reflexão sobre a Apatia.

Segundo a WIKIPEDIA:

A apatia é a falta de emoção, motivação ou entusiasmo. É um termo psicológico para um estado de indiferença, no qual um indivíduo não responde aos estímulos da vida emocional, social ou física. A apatia clínica é considerada depressão no nível mais moderado e diagnosticado como transtorno de identidade dissociativo no nível extremo. O aspecto físico da apatia se associa ao desgaste físico, enfraquecimento dos músculos e a falta de energia chamada letargia, que tem muitas causas patológicas também.

Na animação que citei acima, quando a Alegria e a Tristeza são expelidas da sala de comando a jovem Riley passa a experimentar uma sensação de falta de sensações (rs). Um momento de falta de emoção, motivação ou entusiasmo, um estado emocional de indiferença, o famoso “Tanto faz”. Enquanto a Alegria e a Tristeza tentam voltar para a central de comendo (e esse é o enredo do filme), ela vai vivendo essa sensação nova de não saber bem o que está sentindo e pior, deixando outras emoções como a raiva e o desgosto (nojo) decidirem as ações a tomar. No resumo, mostra quão complexos são os seres humanos (e imagine as mulheres rsrsrs).

Nós não somos seres simples, e como criatura complexas que somos não podemos ser explicadas com um sentimento só, ou uma emoção só. Ter momentos assim não é nenhum pecado, permanecer neles é que caracteriza perigo. Sem dúvida, uma grande quantidade de gente sofre com esse momento de “vida morna” sem perceber, até que seja tarde demais.  A própria preocupação com o trabalho doméstico e a maternidade implicam uma grande canalização de energia em prejuízo da alegria da vida.

Quando não se dá atenção a este importante alerta de que as coisas não vão bem, a apatia e indiferença vão te levando ao desapego daquilo que deveria realmente importar. Viver uma vida cada vez mais morna, onde sua relação com seus filhos é de obrigações, sua relação com seus pais é como a de colegas distantes, sua relação com seu esposo é como a de um desconhecido, a quem deve apenas cortesia e educação, sua relação com seu trabalho é de causa e consequência (em razão da necessidade de pagar dívidas).

Não demonstrar, nem deixar transparecer emoção alguma (nem raiva, tristeza, saudade, alegria, interesse, ironia, nervosismo, felicidade… nada), vai te levar a uma letargia sem volta, que tem como destino final a depressão.

Eu li um texto da terapeuta Ana Carmen Oliveira que dizia que “O fenômeno da apatia é caracterizado pela diminuição das atividades dirigidas a uma meta. Há falta de motivação, de interesse, geral ou direcionado à aprendizagem de novos conhecimentos ou experiências, além de uma despreocupação consigo mesmo. Também se observa falta de produtividade, esforço e iniciativa, diminuição das socializações, aumento dos comportamentos de dependência. Além disso, nota-se a falta de reações emocionais frente a surpresas positivas ou negativas, falta de planejamento afetivo e de excitação”.

Mas não precisa e não deve ser assim! Não importa quantos anos você tem, quantos filhos, quem é seu esposo, como é seu trabalho, onde você mora… etc. Sua alegria não pode estar na dependência disso. Há esperança, basta que você queira essa mudança de vida, essa guinada do seu quadro!

Hoje nos cabe a reflexão sobre o tipo de vida que temos vivido. Que sentimentos tem liderado a central de comando de nosso cérebro? O quanto de desgaste físico, inércia, fraqueza e falta de energia temos vivido? Como tem sido suas relações?

Não aceite que a vida é isso mesmo. Na presença de Deus até a tristeza salta de alegria, então, é possível viver o extraordinário, aquilo que você acha que não pode mais, ou não tem mais direito. A alegria da diversão, da realização, da paixão!

Hoje, vamos fazer um convite às emoções… um passo da apatia para a esperança. Porque supermulheres não se contentam com a indiferença. Nós queremos o extraordinário!!

Se você curtiu esse texto, não deixe de compartilhar e de nos seguir! 🙂 

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